terça-feira, 29 de maio de 2012

ISS CAMPINAS - PREFEITURA MIRA PRESTADORES DE SERVIÇOS


Administração mira em empresas que prestam serviços em Campinas

A Prefeitura lançará uma ofensiva para aumentar a arrecadação, colocando na mira as empresas que prestam serviços em Campinas, mas estão sediadas em outras cidades. Atualmente elas recolhem o Imposto Sobre Serviço (ISS) nos municípios onde estão instaladas, gerando uma fuga de R$ 30 milhões mensais desse imposto. Nos próximos dias será publicada uma instrução normativa revertendo a situação: essas empresas, quando prestarem serviços na cidade, recolherão o ISS em Campinas. A cobrança será retroativa há cinco anos, o que deve gerar uma receita extra ao município de cerca de R$ 2 bilhões.

“Quem prestou serviço em Campinas e não pagou aqui o ISS, é melhor procurar a Prefeitura, porque aqueles que encontrarmos nessa situação serão multados (10% do valor do fato gerador) e terão os impostos cobrados com juros e correção”, afirmou o secretário de Receitas, Antônio Caria Neto.

Bancos, empresas de cartões de crédito, de agenciamento e corretagem, de educação, esportes, lazer, higiene, informática, som, imagem, transporte, entrega, turismo, hospedagem, limpeza, vigilância são algumas das atividades que estarão na lista dos que serão tributados e cobrados retroativamente.

Caria Neto informou que a Prefeitura está testando um software que fará a análise das notas fiscais, com o cruzamento das informações dos prestadores de serviços e dos tomadores, para descobrir quem deixou de recolher em Campinas. O secretário explica que o tomador do serviço, quando emite a nota fiscal, faz a retenção do ISS, mas que em geral o prestador com sede fora da cidade alega que recolhe na origem. “Com a emissão da nota fiscal eletrônica podemos identificar onde o pagamento foi feito”, disse.

O secretário afirmou que Campinas é a quarta praça de compensação bancária do País, mas em termos de arrecadação está além da 20ª posição. “Isso não está certo. Outras cidades arrecadam mais, em razão justamente de cobrarem o imposto de empresas sediadas fora do município”.

Caria disse que os prestadores de serviços que não recolheram o ISS estão inadimplentes, mesmo que esse recolhimento tenha ocorrido em outra cidade e por isso pode fazer a cobrança retroativa há cinco anos.

A ação da Secretaria de Receitas visa evitar a fuga de recursos, especialmente em um ano em que o prefeito Pedro Serafim (PDT) está proibido de deixar dívidas para o sucessor. Com caixa minguado e na dependência da bondade dos governos federal e estadual para fazer investimentos, a Prefeitura tem que encontrar recursos para sanar o déficit de R$ 270 milhões.

Para isso, está tentando receber R$ 3,1 bilhões referentes a dívidas de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) cujos processos já tramitam na Justiça. Outra medida é a atualização do cadastro de imóveis da Administração, que deverá atingir o bolso de 30 mil contribuintes que ainda pagam o IPTU calculado no valor venal do terreno e não da construção, que é maior.

Alíquota alta motivou fuga para região
As altas alíquotas cobradas no Imposto Sobre Serviços (ISS) levou muitos prestadores de Campinas a se instalarem na região, levando com isso a fuga de recursos da cidade. A guerra fiscal entre os municípios foi alimentada durante anos com essa competição e embora os prefeitos tenham chegado a discutir a unificação de alíquotas na Região Metropolitana de Campinas (RMC), ela nunca chegou a ser implantada.

Em 2005, os prefeitos fizeram um levantamento e concluíram que Campinas e Paulínia são as cidades que mais cobram impostos dos prestadores de serviço na RMC. A taxa média de Campinas é de 4,96% e de Paulínia 4,95%. Os prefeitos discutiram, mas desistiram, de adotar alíquota única de 2% para atrair para a RMC empresas geradoras de emprego e renda e de alto valor agregado e com isso acabar com a guerra fiscal entre as 19 cidades da região.

A cidade que menos cobra ISS é Santo Antônio de Posse, com alíquota média de 2,07%. Não são apenas as duas cidades economicamente poderosas que taxam muito alto o ISS. As pequenas Cosmópolis e Monte Mor também cobram muito. A primeira tem alíquota média de 4,3% e a segunda de 3,92%. O estudo excluiu grupos de serviços (bancos e exploração rodoviária), porque as cidades cobram o máximo de 5%.





sexta-feira, 18 de maio de 2012

Abertura de empresa em São Paulo- Sistema Integrado de Licenciamento/SIL


Abertura de empresa na cidade de São Paulo ficará mais rápido 


O SIL é um avanço muito importante, não apenas à cidade de São Paulo, mas ao estado, ambos agora integrados. Tínhamos cada um o seu sistema, agora eles estão trabalhando em conjunto.



O processo de abertura de uma empresa na capital paulista será mais ágil, isso porque a Prefeitura de São Paulo aderiu, nesta quinta-feira (17) ao SIL (Sistema Integrado de Licenciamento). Com o sistema, o tempo para abrir uma empresa passará de 120 dias para 15 dias.“O SIL é um avanço muito importante, não apenas à cidade de São Paulo, mas ao estado, ambos agora integrados. Tínhamos cada um o seu sistema, agora eles estão trabalhando em conjunto. Quem ganha é o empreendedor brasileiro que está radicado na cidade de São Paulo que tem à sua disposição uma legislação rápida e eficiente tanto no plano estadual quanto no plano municipal”, disse o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab.O governador do Estado, Geraldo Alckmin, acrescentou que a previsão é que em quatro meses o sistema esteja totalmente implantado na cidade de São Paulo.Com a implantação do SIL, as empresas com atividades de baixo risco, que figuram 95% dos casos, poderão conseguir o licenciamento e alvarás de funcionamento exclusivamente pela internet, sem a necessidade de comparecer aos órgãos envolvidos no processo. Os documentos e as vistorias prévias serão substituídos por declarações em um certificado digital, firmadas pelo empreendedor ou pelo seu contador.Política de estímulo ao empreendedorismoNo evento, o governador lançou a política específica para empreendedorismo, denominada de Política Estadual de Estímulo ao Empreendedorismo e Favorecimento às Micro e Pequenas Empresas. Ao todo são 11 medidas.Uma das ações foi o convênio com a Receita Federal para concessão simultânea do Nire (Número de Inscrição no Registro de Empresas) e da inscrição na Receita Federal (CNPJ) pela Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo). A estimativa é que o tempo de abertura de empresa passe de 20 a 30 dias para menos de uma semana.Fonte: Infomoney

Receita Federal quer melhorar relação com empresas e corta multas



A Receita Federal está tentando melhorar sua relação com as empresas. Exemplo disso é que ontem o fisco divulgou que as companhias do Lucro Presumido - faturamento anual de até R$ 48 milhões - que cometeram erros em suas Declarações de Informações Econômico Fiscais (DIPJ), pela primeira vez, serão avisadas dos equívocos, a partir deste mês, antes da notificação oficial.
De acordo com o subsecretário de Fiscalização da Receita, Caio Marcos Cândido, as empresas que estão em uma espécie de malha fina - como já ocorre nas declarações de Imposto de Renda das Pessoas Físicas - poderão pagar uma multa de 20% do imposto devido. Anteriormente, a multa de ofício variava de 75% a 225% do devido ao fisco.
Desta forma, Cândido informou que a Receita enviou correspondência a 4.248 pessoas jurídicas para que eles retifiquem suas declarações e recolham o imposto devido. Atualmente, há 1,03 milhão de empresas nesse regime de tributação. ``Até agora, a empresa só descobria os erros [na DIPJ] quando fazia auditoria interna ou era notificada pelo fisco``, disse, ao acrescentar que as empresas só poderão conferir o extrato da declaração, por meio dessa carta do órgão. Para retificar os dados, é necessário baixar o programa gerador da DIPJ, fazer as alterações no computador e transmitir o documento pelo programa Receitanet.
Segundo ele, a expectativa é que todas as empresas do lucro presumido possam fazer a consulta sobre eventuais irregularidades em suas declarações na página do fisco na Internet. Além disso, subsecretário afirmou que as empresas que estão sendo avisadas de inconsistências nas declarações podem procurar unidade da Receita mais próxima.
De acordo com o órgão, a principal divergência verificada são empresas que declaram ramo de atuação diferente da atividade cadastrada, de modo a pagar menos impostos. Outra irregularidade consiste em declarar, na DIPJ, valores maiores que os informados na Declaração de Contribuição e Tributos Federais (DCTF).
A Receita Federal pretende também estender a autorregularização para cerca de 30 mil a 40 mil empresas inscritas no Simples Nacional. Esses micro e pequenos empresários terão acesso ao extrato ao preencherem os dados para imprimir a guia de recolhimento. Segundo o subsecretário, essa novidade estará disponível de dois a três meses.
Para Alessandro Ragazzi, especialista em direito tributário e fundador da Ragazzi Advocacia e Consultoria, a medida mostra duas claras intenções. ``A primeira delas, efetivamente, é melhorar e aperfeiçoar a relação com as empresas. No entanto, há um nítido caráter fiscalizatório no procedimento. A Receita Federal sabe que, se efetivamente houver erro nas declarações, a grande maioria das empresas vai optar em retificar e estar em dia com o fisco, invés de sujeitar-se a uma futura cobrança, com poucas chances de êxito``, explica o advogado.
Ele avalia que as empresas só ficavam sabendo do erro ``quando já era tarde demais``, já tendo sido imposta uma multa punitiva. ``E nestes casos, as empresas optavam por defender-se , aumentando a burocracia, superlotando o judiciário e gerando mais transtornos``, aponta. Desta forma, esse processo anunciado ontem pode também ajudar a desafogar a Justiça Brasileira.
``Esta decisão, entretanto, passa por uma análise criteriosa de qual ou quais foram os pontos levantados pela fiscalização, pois pode haver casos em que não se trata de erro, mas de interpretação da legislação, sendo mais vantajoso para as empresas levarem a questão até o fim, ainda que haja um Auto de Infração, que será defendido perante o Poder Judiciário``, ressalta.
De qualquer forma, Ragazzi comenta que é muito ``mais tranquilo`` para uma empresa receber um aviso de inconsistências, do que um Auto de Infração
Receitas administradas
Ainda ontem, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse que a receita administrada pelo governo federal nesta primeira metade de ano está ``um pouco abaixo`` da previsão do governo, mas que há outros mecanismos para equilibrar o Orçamento da União neste ano. Miriam afirmou também que ``a princípio`` não há expectativa de mudança no contingenciamento de cerca de R$ 50 bilhões anunciado para este ano.
``Estamos achando que, com os mecanismos que temos, conseguiremos ficar naquele limite. Vamos avaliar``, disse Miriam, após participar de evento da marcha dos prefeitos em Brasília. Segundo a ministra, os investimentos serão mantidos conforme anunciado pelo governo e que esta é uma questão ``chave`` para garantir o crescimento da economia em 2012.
Miriam Belchior não quis adiantar os números que serão divulgados até dia 20 deste mês da reavaliação bimestral do Orçamento de 2012. Também não deu mais detalhes sobre a frustração em relação às receitas. O governo já informou que poderá contar neste ano com mais dividendos de empresas estatais para compensar uma possível queda na arrecadação de impostos.
DCI – SP

terça-feira, 15 de maio de 2012

Alerta: mensagens eletrônicas (e-mails) falsas em nome da Receita Federal




Alerta: mensagens eletrônicas (e-mails) falsas em nome da Receita Federal
A Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) continua sendo motivo para golpes na internet. A Receita Federal reforça o
alerta para que não abram, nem respondam mensagens que chegam em suas caixas postais eletrônicas em nome do órgão. A Receita
não envia e-mails sem autorização do contribuinte e nem autoriza parceiros e conveniados a fazê-lo em seu nome.
Mensagens falsas, enviadas em nome de órgãos públicos e de empresas privadas, continuam a circular na Internet. Quadrilhas
especializadas em crimes pela internet tentam obter ilegalmente informações fiscais, cadastrais e principalmente financeiras dos
contribuintes. Estas mensagens cada dia mais criativas e sempre invocando “urgência” iludem o cidadão com a apresentação de telas
que misturam instruções verdadeiras e FALSAS, que usam nomes e timbres oficiais, informando, por exemplo, que "o CPF está
cancelado ou pendente de regularização", "afirmando que a declaração de Imposto de Renda possui erros e deve ser enviada uma
declaração retificadora", ou “comunicando erros na Restituição do Imposto de Renda e citando valores residuais a serem recebidos” etc.
Em seguida estimulam o contribuinte a responder questionamentos ou instalam programas nos computadores utilizados, que assim,
acabam por repassar, a estes fraudadores, dados pessoais e fiscais.
Veja como proceder perante estas mensagens:
1. não abrir arquivos anexados, pois normalmente são programas executáveis que podem causar danos ao computador
ou capturar informações confidenciais do usuário;
2. não acionar os links para endereços da Internet, mesmo que lá esteja escrito o nome da RFB, ou mensagens como
"clique aqui", pois não se referem à Receita Federal; e
3. excluir imediatamente a mensagem.
Para esclarecimento de dúvidas ou informações adicionais, os contribuintes podem procurar as unidades da Receita, acessar a página
na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou entrar em contato com o Receitafone (146).